Videiras no Outono (Campizes)
Pessegueiro/ Prunus persica (Março)
Campizes, Ega, Condeixa-a-Nova
Shiitake, nossa produção, Outono 2015
Mostruário
Dedaleira/ Digitalis purpurea, Maio, Campizes
Azevinho/ Ilex aquifolium
Árvore-do-âmbar/ Liquidambar styraciflua (Outono)
Rede de atempamento Este
Bugalho de Carvalho-português/ Quercus faginea (Inverno)
Plantinhas de Medronheiro/ Arbutus unedo no Outono
Paulownia tomentosa (Kiri) - plantas prontas para plantação
Bagas de Goji/ Lycium barbarum (Verão)
Roseira-brava/ Rosa canina, Campizes, Ega, Condeixa-a-Nova
Plantinhas de Medronheiro/ Arbutus unedo (Primavera-Verão)
Sementeira de Pinus
Ginkgo biloba - plantas prontas para plantação
Plantinhas de Medronheiro/ Arbutus unedo (Inverno)
Roseira-brava/ Rosa spp. (Maio) em Entre-Valas, Figueiró do Campo, Soure
Rio Ega, Figueiró do Campo, Soure
Mostruário
Macieira-de-jardim/ Malus spp. (Março)
Área Este

Textos (Pequenos frutos e Plantas Florestais)

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PEQUENOS FRUTOS

Os Pequenos Frutos

Os pequenos frutos, pela sua cor intensa e sabor muito característico, foram desde sempre utilizados para consumo em fresco e na confecção de doces, compotas, bebidas fermentadas, licores, iogurtes, gelados e ainda na obtenção de aromatizantes e especialidades farmacêuticas. Estes frutos, frescos ou transformados, ocupam um lugar de destaque na dieta e na culinária tradicional de vários países.

Portugal apresenta uma diversidade de condições climáticas e pedológicas, que permitem a cultura de pequenos frutos ao ar livre e, graças aos Invernos amenos da sua orla costeira, em especial no Algarve, Alentejo e Oeste, é possível a cultura protegida para produção fora de época ao longo do Outono, Inverno e Primavera.

De entre os vários géneros e espécies normalmente englobados sob a designação de “pequenos frutos’’, destacam-se, pelo seu apreciável valor económico, o mirtilo, a framboesa, a amora, e a groselha (e também o morango, que, pela sua importância económica no nosso país, foi abordado num artigo próprio). Não havia em Portugal a noção do cultivo destas espécies, tendo os primeiros ensaios sido instalados em 1985. Dois anos mais tarde surgiram as primeiras duas empresas agrícolas a produzir framboesas e amoras. Actualmente a produção encontra-se pulverizada por todo o país, desde o Algarve até ao Minho e destina-se tanto ao mercado interno como ao externo – para consumo em fresco ou congelação.

paulónia-paulonia-paulownia

O mirtilo (Vaccinium corymbosa), também conhecido como arando, é um arbusto que pertence à família das Ericáceas e que cresce em sub-bosques de florestas temperadas na Europa. Vive em regiões nas quais o Inverno é bastante rigoroso – em Portugal é na zona do médio Vouga que se encontra o local ideal para a produção deste fruto, nos concelhos de Oliveira de Frades, Sever do Vouga e Albergaria-a-Velha.

O mirtilo é uma planta medicinal, da qual se podem usar quase todas as partes da planta, flores, folhas, fruto e raízes, sendo o fruto que contém mais antioxidantes, que actuam na prevenção dos sinais do envelhecimento. É conhecido pela sua riqueza em diversas vitaminas como a A, B, C e PP, possuindo ainda sais minerais, magnésio, potássio, cálcio, fósforo, ferro, manganês, açucares, pectina, tanino, ácidos cítrico, málico e tartárico.

A versatilidade culinária é uma característica que lhe está associada - combina com caça, saladas e outros pratos, tartes, bolos, pudins, biscoitos, gelados, batidos, é usado no fabrico de rebuçados, não podendo deixar de salientar o licor destas pequenas bagas.

paulónia-paulonia-paulownia

A framboesa (Rubus idaeus) é originária da Europa, onde cresce de um modo selvagem nos locais frescos. Pertence à família das Rosáceas e necessita de zonas temperadas, com Verões frescos. Embora resista bem ao frio, não suporta o frio excessivo nem as geadas. Para poderem adquirir todo o seu sabor, as framboesas devem amadurecer na planta. Diferentemente da amora, a framboesa é um fruto oco.

Conhecida como a “rainha das bagas”, possui uma cor rosada e um aspecto guloso. A framboesa pode ser consumida ou preparada da mesma forma que o morango, embora seja muito menos usada entre nós.

É um fruto naturalmente rico em vitamina C que promove um efeito antioxidante e protector do sistema imunológico. Além disso, contém minerais como cálcio, potássio, magnésio e ferro, este último muito útil na absorção da vitamina C. Boa fonte de fibras, é também rico em água, o que o torna indicado para casos de obstipação e níveis altos de ácido úrico.

Tradicionalmente usa-se na confecção de doces, gelados, mousses, mas pode optar por saborear-se ao natural.

paulónia-paulonia-paulownia

A amora (Rubus fruticosus) é o fruto (pseudobaga) de arbustos vulgarmente designados como silvas, da família das Rosáceas. Os frutos são usados para a composição de sobremesas, compotas e, por vezes, vinho. São muitos os tipos do que é vulgarmente designado como "amora" – incluindo muitas cultivares híbridas, com mais de duas espécies ancestrais. A amora silvestre é designada como pseudobaga já que é, de facto, um fruto agregado, constituído pela reunião de diversas drupas.

Fruto naturalmente rico em vitamina E e ferro, promove o bom funcionamento do sistema circulatório e protege contra a anemia e, descoberto recentemente, contra a doença de Alzheimer. Pode ser consumido fresco, em sumos, compotas e em geleias.

paulónia-paulonia-paulownia

A groselha (Ribes rubrum) é uma fruta quase desconhecida e pouco utilizada entre nós, constituída por pequenas bagas vermelhas que crescem em cacho. É utilizada principalmente na forma de xarope, que serve de base para diversas bebidas. Em algumas regiões, é usada para a confecção de molhos que acompanham carneiro, aves e caça. É igualmente usada para compotas.

As groselhas facilitam a digestão e acalmam cólicas e enxaquecas, razão pela qual são usadas na Suécia como produto farmacêutico. Podem ser ingeridas fresco ou em geleia. Estes frutos são oriundos da Ásia e da Europa e podem ser encontrados no seu estado selvagem em margens de caminhos., normalmente em terreno húmidos. Actualmente, cultivam-se espécies com fins comerciais, sendo os principais produtores a Itália, a Bélgica, a Holanda e a Inglaterra.

Estes frutos possuem baixo valor calórico, pelo seu escasso aporte em hidratos de carbono. São especialmente ricas em vitamina C as groselhas negras e as vermelhas, que possuem quantidades maiores que alguns citrinos. Quando estão mais verdes, são ricos em taninos, o que lhes confere uma sensação de aspereza e o paladar resulta adstringente e refrescante, no entanto, uma vez atingida a maturação, os taninos diminuem e os frutos adquirem propriedade laxantes, tónicas e depurativas.

Os pequenos frutos, em geral, são um produto de elevado valor acrescentado, com considerável incorporação de mão-de-obra, estando associados a pequenas empresas, na sua maioria, tipo familiar. Por este motivo é extremamente difícil quantificar áreas e produções. Contudo, as estimativas apontam para uma produção nacional anual, para consumo em fresco, dde 500 toneladas para a framboesa e 400 tons de mirtilo. Para a indústria, produzem-se 50 toneladas de amora silvestre e 22 de framboesa.

Em Portugal, a produção de pequenos frutos tem vindo a aumentar desde há uma dezena de anos, devido às excelentes condições climáticas de algumas regiões do país, em especial para a produção fora de época, bem como ao aumento da procura nos mercados europeus nesses períodos.

A amenidade do clima, especialmente no período de Outono-Inverno possibilita a obtenção de produções de elevada qualidade, a custos unitários relativamente baixos. Destes quatro frutos, a framboesa e o mirtilo são as espécies mais importantes para consumo em fresco. A estrutura produtiva é maioritariamente empresarial, havendo também alguns produtores individuais com expressão. Em Trás-os-Montes, a produção de framboesa e de amora silvestre destina-se, na quase totalidade, à indústria da congelação.

Em cultura protegida consegue-se produzir framboesa durante praticamente todo o ano nas regiões do litoral alentejano, Algarve e Ribatejo e Oeste. No caso do mirtilo, o calendário de produção estende-se de Março a Dezembro no litoral alentejano e de Abril a Agosto no Ribatejo e Oeste na Beira Litoral.

Na cultura de ar livre, é possível obter produção de framboesa entre Abril e Setembro e de mirtilo entre Maio e Setembro, em quase todas as regiões, Portugal tem condições para produzir framboesa entre Outubro e Dezembro, período em que nenhum país consegue produzir. Esta é uma das mais valias que faz com que o sector tenha grande rentabilidade, sendo também uma das razões pelas quais as empresas de capital estrangeiros se têm vindo a instalar no nosso país.

A colheita destes frutos é realizada manualmente, sendo precisamente a mão-de-obra o factor de produção com maior peso nestas culturas. O grau de maturação à colheita depende das espécies e do destino da produção. Assim, as framboesas destinadas ao mercado interno ou à transformação colhem-se na maturação fisiológica, isto é, quando os frutos apresentam uma boa coloração e o grau de açúcar atingiu o seu ponto máximo. As framboesas destinadas à exportação são colhidas um pouco mais cedo, quando a cor das bagas ainda é rosada, pois nesta fase a sua resistência ao manuseamento e ao transporte é maior. As amoras e os mirtilos, mais resistentes do que as framboesas, são colhidos maduros.

No nosso país, as grandes superfícies de venda, as gelatarias e as confeitarias são os principais clientes para estes produtos. Cerca de 95% da produção, tanto em fresco, como congelada destina-se ao mercado externo e apenas 5% ao mercado interno.

Os preços pagos ao produtor variam consoante a época de produção, atingindo valores máximos entre Outubro e Dezembro e valores mínimos entre Março e Maio. Em Portugal, os preços ao consumidor são muito elevados, em consequência das elevadas margens de comercialização da distribuição, o que tem impedido, de certo modo, o aumento do consumo nacional deste tipo de frutos.

A balança comercial é favorável. Para isto contribuem decididamente três factores: uma produção vocacionada para o mercado externo, um produto de elevada qualidade, já com mercados conquistados, e um consumo nacional muito reduzido. As nossas vendas destinam-se quase exclusivamente à União Europeia. A Espanha e os Países baixos são os nossos principais fornecedores.

A cultura dos pequenos frutos (groselhas, framboesas, mirtilos e amoras) pode, em várias regiões do País, ser uma excelente alternativa à fruticultura tradicional. Portugal pela sua dimensão, não pode ser um importante competidor em volumes de produção, mas pode ocupar uma razoável faixa de mercado com produções de qualidade, em especial se os custos de produção forem pouco elevados.

Agentes ligados ao sector estimam, para o período 2007-2013, uma aumento na produção de framboesa de cerca de 300%. Todos os mercados do leste europeu são uma boa aposta para Portugal, pois têm elevados hábitos de consumo de pequenos frutos e não os conseguem produzir fora de época devido ao clima.

Fonte: http://www.observatorioagricola.pt/item.asp?id_item=115


PAULÓNIA - KIRI JAPONÊS - ÁRVORE-DA-IMPERATRIZ (Paulownia tomentosa (Thunberg) Steudel)

 

Introdução

Pertencente à Família das Scrophulariaceae. É uma árvore oriunda do Norte da China e Coreia. Conta a lenda que foi plantada pelo Imperador como garantia de boa sorte e de uma longa vida à jovem Imperatriz recém nascida. A ideia era de que o Imperador tivesse uma floresta de paulónias, plantada no ano de nascimento da Imperatriz, para que quando atingisse a idade de 12 anos, a primeira madeira de árvores com 14 metros, se necessário fosse, proveria qualquer necessidade imprevista. Sempre que uma paulónia era cortada, “renascia” em inúmeros rebentos perpetuando a prosperidade da Imperatriz e da família real.

 

Descrição

A Paulownia tomentosa é uma árvore caducifólia, de porte médio até 18-20 metros de altura, com crescimento rápido, pode ter crescenças de 100-150cm/ ano, tem casca cinzenta ou castanho-acinzentada e copa ampla, mais ou menos arredondada. As folhas são opostas, pecíolo comprido, ovadas ou em forma de coração na base, inteiras, angulosas ou ocasionalmente 3-5 lobadas, sobretudo em exemplares jovens, muito grandes (de 12 a 30 por 12 a 27 cm), tomentosas na página superior e inferior. As inflorescências são panículas grandes, erectas, piramidais, com os ramos cobertos de pêlos acastanhados. As flores são hermafroditas, irregulares, aromáticas, grandes e vistosas, com cálice de 1,5 a 2 cm, campanulado, fendido até metade em 5 lóbulos triangulares, coberto de pêlos. Possui 4 estames que ficam ocultos no interior do tubo da corola, desiguais, 2 mais compridos que os outros dois (didinâmicos). O ovário é súpero, ovóide-cónico, coberto de pequenos pelos glandulíferos, com 2 cavidades; o estilete é simples, algo arqueado. O fruto é uma cápsula seca, de 3-4,5 cm, ovóide, pontiaguda, que se abre por 2 valvas. As sementes são numerosas, rodeadas por uma asa estriada.

Condições Ecológicas e Distribuição

Utilizada como árvore florestal de crescimento rápido, também é vulgar encontra-la em parques, jardins e passeios. Adapta-se a todo o tipo de solos embora prefira os solos frescos e profundos; é muito resistente à poluição atmosférica. Floresce na Primavera (Maio) em bonitas flores azul-lilás, seguindo-se as folhas.

Cultiva-se da China aos Estados Unidos, em zonas de clima temperado, foi introduzida na Europa, em 1834, via Japão.

 

Curiosidades e Utilizações

A paulónia está entre as árvores do mundo com crescimentos mais rápidos. O preço da sua madeira é 5 a 10 vezes mais valioso que o pinho; produz, no mesmo intervalo de tempo, 4 vezes mais volume de madeira, que é mais resistente e leve. Está pronta para corte entre os 12 e os 20 anos, rebenta de touça (como o eucalipto), propiciando vários cortes. A madeira é utilizada em moldes, cabanas, portas, janelas, mobília e instrumentos musicais. Novas aplicações estão a ser experimentadas com a aeronáutica, a indústria automóvel e a naval, assim como todas as utilizações e indústrias que usem uma madeira forte e resistente, leve e que não empene.

As características ambientais são de salientar, é uma espécie que cresce em solos contaminados, enriquecendo-os e tornando-os férteis, “devora” 10 vezes mais dióxido de carbono (CO2) que a maioria das outras árvores e produz 10 vezes mais oxigénio. Estas características tornam-na, provavelmente numa das mais surpreendentes do mundo.

Esquecia-me de mencionar que a sua exuberante floração azul-lilás e branca, constituem um verdadeiro colírio, beneficiando também os seus olhos e mente.

 

António Ribeiro (2017)

Quinta do Prazo-Campizes

www.quintadoprazo.pt

 

Bibliografia

http://serralves.ubiprism.pt/species/show/1229

http://zmotion.missionsplace.com/agriculture/forests-for-the-future/royal-super-tree/

Allen J. Coombes, Dorling Kindersley Limited, London (1992). Manuales de Identificacion de Arboles. Ediciones Omega S.A., Barcelona.

 

 


EUCALIPTO (EUCALYPTUS GLOBULUS LABILL)

DESCRIÇÃO

Árvore de grande porte que alcança e supera os 40 a 50 metros de altura.

O tronco (fuste), muito largo e com tendência a torsão espiral, está coberto de casca acizentada ou castanho-acizentada que se desprende em faixas/tiras longitudinais, que duram algum tempo coladas ao tronco. Os rebentos novos, que nascem da cepa, são quadrangulares, angulosos, cobertos por uma cêra esbranquiçada que fàcilmente se desprende ao contacto, e que também se encontra nas folhas; as quais são opostas de contorno ovalado, largas e redondas na base; observando as folhas em contra-luz, podemos apreciar as ‘micro-glândulas’ com a essência típica das Mirtáceas. As folhas adultas que encontramos nas ramagens são compridas, mas pouco largas, curvadas, coreáceas e inteiras (assim como as juvenis, possuem ‘micro-glândulas’ translúcidas), são largamente pecioladas, um pé de mais de 1cm, e pendem verticalmente. O fruto (cápsula) mede de 10 a 15mm, coberto com um disco. É a nossa quarta espécie em área ocupada, mas a segunda maior produtora de madeira do País, a seguir ao pinheiro bravo (Pinus Pinaster). A madeira é pesada, compacta e bastante resistente, mas tem tendência para fender e empenar durante a secagem, o que limita muito os seus aproveitamentos; quase 90% da produção é destinada à indústria de celulose, para a qual constitui uma matéria prima de boa qualidade.

Como a floração se dá durante o Inverno e as flores são visitadas pelas abelhas, os eucaliptais podem ter interesse para a produção de mel, permitindo a primeira extracção do ano bastante cedo.

ÁREA DE IMPLANTAÇÃO – HABITAT

O género Eucalyptus é originário, fundamentalmente, da Tasmânia e Austrália, onde existem mais de 400 espécies. Em Portugal existe pelo menos há 150 anos, num número reduzido de espécies, tendo sido introduzido para a produção de madeira e para o enxugo de pântanos; distribui-se sobretudo pelas regiões de baixa altitude, geralmente não muito afastadas do litoral.

É intolerante ao ensombramento e prefere os climas temperados e húmidos, nem muito frios no Inverno, nem excessivamente secos no Verão; não é muito exigente quanto ao solo e suporta bem o encharcamento, mas em regra dá-se mal nos calcários; resiste pouco ao vento.

OBSERVAÇÕES

As folhas de eucalipto glóbulo têm propriedades balsâmicas e antisépticas, que se devem aos principais óleos essênciais (cineol e eucaliptol), empregues como paliativos e largamente utilizados pela medicina sob os mais diversos formatos. Utiliza-se contra as bronquites e catarros sob a forma de infusões e inalações; não nos esqueçamos também que os principais sanatórios estão ou estavam inseridos em áreas de eucaliptal.

A.Ribeiro (2003)

Quinta do Prazo-Campizes

Bibliografia

  • BERNARD FISCHESSER (1981). Conhecer as Árvores. Publicações Europa-América
  • GINES LOPEZ GONZALEZ(Del Jardin Botánico.CSIC)(1982). La Guia de Incafo de Los Arboles y Arbustos de La Peninsula Iberica
  • ANTÓNIO MANUEL D. FABIÃO (1987). Árvores e Florestas. Publicações Europa-América
  • MARIANO FEIO (1989). A Reconversão da Agricultura e a Problemática do Eucalipto. Associação Central de Agricultura Portuguesa - Lisboa

PINHEIRO RADIATA, ou DE MONTEREY (Pinus radiata D.Don.)

DESCRIÇÃO

Árvore de porte moderadamente elevado (até 40 metros de altura), de tronco grosso e direito revestido por uma casca castanho-escura, espessa e profundamente fendida; a copa é cónica muito irregular, com tendência para se tornar ampla e rasa com a idade; as agulhas são longas (10 a 15 centímetros), finas e fléxiveis, verde-vivas e brilhantes, reunidas às três em cada fascículo (por vezes, em grupos de cinco, ou mesmo mais); as pinhas são grandes (7 a 14 centímetros) e quase sempre mais bojudas de um lado, oblongas, castanhas na maturação e com escudos muito proeminentes e providos de mucrão. Espécie de crescimento muito rápido, pode atingir em solos adequados, crescença de 1,2 a 2,4 metros por ano; com 15 anos, pode atingir diâmetros de 24 centímetros e 16 metros de altura; aos 20 anos, 30 centímetros de diâmetro e 20 metros de altura.

ORIGEM E EXPANSÃO

É uma espécie proveniente da península de Monterey, na Califórnia (EUA), foi introduzida em Portugal, cuja área já ultrapassou os 2.000 hectares (e noutras regiões do globo, designadamente países como a Nova Zelândia, Chile, Austrália, Espanha e África do Sul) como produtora de madeira de rápido crescimento. O rendimento é mais elevado, cerca de 45 a 48%, do que a maior parte das outras resinosas.

ÁREA DE IMPLANTAÇÃO EM PORTUGAL

São necessárias várias condições para que o pinus radiata vegete em boas condições:

Distribuição estacional das chuvas – só prospera com êxito em áreas com chuvas de Inverno. Só excepcionalmente prospera em sítios com chuvas uniformemente distribuídas.

Déficit hídrico – requer uma estação seca de Verão com uma deficiência de água mais ou menos prolongada. O déficit hídrico pode chegar aos 285mm. Ciclo térmico – necessita de Verões frescos e Invernos relativamente temperados. Evapotranspiração potencial do mês mais quente até 110mm e do mês mais frio com um mínimo de 21mm.

Eficiência térmica – a evapotranspiração potencial anual deve estar compreendida entre 682mm e 775mm, características de regiões de clima mesotérmico.

Renato Nivaldo Costa refere: "a espécie deve encontrar condições favoráveis à sua instalação na zona litoral ao norte do Tejo, as quais, é de admitir se atenuem com a aproximação de Lisboa, em consequência do levado déficit hídrico da estação seca, que ultrapassa em 56mm aquele da área de Monterey. Este aspecto é ainda agravado pelo facto do valor médio anual da humidade relativa média do ar ser, para os meses de deficiência de água (Julho a Outubro) para Lisboa 61,2% sendo para S.Francisco (EUA) de 73% o valor correspondente".

Dever-se-à implantar o pinus radiata na faixa litoral norte e centro e, evitar os terrenos esqueléticos, altos e de ventos fortes.

CONSEQUÊNCIAS ECOLÓGICAS

O pinhal não é só uma fonte de bens materiais para a sociedade dos nossos dias. Forma um coberto vegetal, protegendo os solos da erosão hídrica (chuvas) e eólica (ventos). Evita ou atenua o regime torrencial dos nossos rios no Inverno. Facilita a infiltração da água até ás toalhas freáticas. Através do seu raizame penetrante é um melhorador do próprio solo. A queda das folhas enriquece o solo em matéria orgânica.

Ao mesmo tempo, o pinhal é um renovador do ar, fixa o anidrido carbónico e liberta oxigénio. Torna o clima mais suave com menores amplitudes térmicas e chuvas mais frequentes.

Constitui também um local de abrigo e refúgio para a caça.

A.Ribeiro (2003)
Quinta do Prazo-Campizes

Bibliografia

  • BERNARD FISCHESSER (1981). Conhecer as Árvores. Publicações Europa-América
  • GINES LOPEZ GONZALEZ(Del Jardin Botánico.CSIC)(1982). La Guia de Incafo de Los Arboles y Arbustos de La Peninsula Iberica
  • CÉSAR DE CHINA E PEREIRA (Coimbra, 23-29 Março 1980). Congresso 80 (Ordem dos Engenheiros), tema 7, comunicação 9 – "Razões para o fomento do Pinus Radiata"

PINHEIRO BRAVO (Pinus pinaster Sol. in Aiton)

Descrição

Árvore de porte piramidal em plantas jovens, com copa arredondada, guarda-sol ou irregular nas árvores de mais idade, por vezes desproporcionada com o tronco; alcança os 20 ou 30 metros de altura no máximo, embora que em solos bons e profundos pode chegar aos 40. Tronco grosso, direito, com casca áspera, profundamente esquartejada, de grande espessura, de côr vermelho-pardo, que toma uma tonalidade muito escura em contacto com o ar. Rama em arco-erguido ou quase horizontal, disposta em rebentos mais ou menos regulares. Ramos com numerosas folhas aciculares e rectas, de 10 a 27 cm. de comprimento, por 2/ 2,5mm. de largura, planas ou caneladas na face superior, de côr verde-escura, rígidas e pungentes; agrupadas aos pares na áxila de uma folha rudimentar escamosa, sobre um diminuto talo provido de uma membrana que as abraça na base, por isso quando caíem, ao segundo ou terceiro ano da sua formação, fazem-no em conjunto com o talo e baínha de base. Os cones masculinos e femininos nascem na mesma planta. Os primeiros lateralmente nas terminações dos ramos, agrupados em número variável, com forma largamente oval; medem de 1 a 3 cm. de comprimento e de côr amarela ou vermelho-pardo; escamas arredondadas, cada uma com bolsas de pólen na face inferior. Cones femininos solitários ou mais frequentemente verticilados, ovais, de côr vermelho-pardo. Pinhas ovaladas-cónicas, de 8 a 22 cm., quase assentes na rama, com escamas providas no dorso de um escudete piramidal rômbico, muito proeminente e aguçado; cada uma porta dois pinhões de 6 a 8 mm., com grande asa.

Na Primavera, de Abril a Maio, as pinhas ficam maduras no final do Verão ou Outono do segundo ano; no entanto, os pinhões são disseminados até ao terceiro ano, na Primavera e Verão. Frutifica aos 15 anos, mas somente deve aproveitar-se as sementes dos indivíduos com idade superior a 25 anos (sementões). A longevidade não vai além de 150 a 200 anos. Entra na caducidade, normalmente, a partir dos 80 a 90 anos; e, mais cedo, em locais onde as condições sejam mais desfavoráveis. Sistema radicular aprumado, com raíz mestra vertical, forte e profundante, na qual nascem outras secundárias horizontais, onde têm origem raízes verticais terciárias e assim sucessivamente. Este sistema radicular fixa a planta à terra, desde que o solo seja suficientemente profundo e não tenha excessiva humidade, caso em que as raízes tendem a desenvolver-se expandindo-se na camada superficial. Esta particularidade, permite tirar vantagens dos solos que, pela ausência de água e penúria, não permitiriam o bom desenvolvimento de grande parte das outras espécies. Eis, pois, a razão pela qual o pinheiro bravo está indicado para a fixação de dunas, terrenos de encosta e solos siliciosos.

Condições Ecológicas

Para formar economicamente uma mata de pinheiros é necessário conhecer, em primeiro lugar, a natureza do solo uma vez que é, talvez, o factor mais importante. Por isso, o terreno deve ser analisado sob os pontos de vista físico, químico e biológico, antes de se proceder à plantação, para se saber se contém elementos nutritivos necessários ao crescimento das árvores durante algumas dezenas de anos. De igual modo, as exigências climáticas têm grande influência sobre o desenvolvimento das matas florestais, na medida em que um bom clima proporciona bons rendimentos e constitui uma condição essencial para todo o planeamento e para a economia do arvoredo.

Espécie calcífuga. Vegeta bem nos solos arenosos, siliciosos ou de quartzo (areias) profundos, e , até, em terrenos calcários desprovidos de cálcio assimilável, não tolerando os compactos e húmidos e aqueles em que a toalha freática se encontra à superfície. Contudo, nos solos de textura ligeira com fraca capacidade de retenção de água, em especial, nas regiões com fraca pluviosidade, o seu desenvolvimento está condicionado à existência de um lençol freático ou de uma camada permeável a profundidade conveniente. Torna-se necessário, porém, em terrenos desta natureza, que haja uma determinada quantidade de matéria orgânica para que as condições sejam aceitáveis. Em oposição, uma "podzolização" avançada (solo superficial pobre, ácido, esgotado e de côr cinzenta), com acumulação de "surraipa" (camada dura formada pelos minerais arrastados pela água que se infiltra e se deposita no subsolo que contribui para dificultar a drenagem e aumentar o encharcamento do solo) na zona de expansão do sistema radicular é declaradamente nocivo ao pinheiro, afectando bastante o vigor vegetativo e o crescimento. Quando esta ameaça existe, o que se constata nos solos permeáveis, a solução mais prática será, para atenuar este mal, a associação com folhosas. As dunas litorais, os terrenos pedregosos e secos, as charnecas arenosas, as encostas e as regiões montanhosas de menor altitude são os mais indicados para o pinheiro bravo, que deles tira o maior proveito, para além de melhorar acentuadamente as terras tornando-as, mais tarde, capazes de receber outras espécies mais ricas. Em suma, devido às suas fracas exigências, trata-se de uma essência de muito interesse no aproveitamento de solos pobres e secos de difícil e precária utilização que, infelizmente, entre nós, atinge cerca de 70% do nosso território continental. É uma espécie de luz (heliófila). Vai desde o litoral até à cota de 1500 metros em locais abrigados. Prefere regiões caracterizadas por quedas pluviométricas anuais que não ultrapasse os 800 mm. podendo, no entanto, adaptar-se em zonas de 500 a 600 mm., com humidade atmosférica elevada, mesmo que haja seca estival prolongada. Por esse facto, não se afasta do litoral mas pode, penetrar nas regiões do interior, se as condições forem favoráveis, o que sucede nas vertentes e vales abertos voltados à influência oceânica, motivo porque é também conhecida por pinheiro marítimo. Resiste satisfatoriamente ao calor, secura atmosférica e salinidade. Teme as geadas muito fortes e suporta mal a acção mecânica da neve. Pode suportar temperaturas até 20ºC negativos.

Distribuição em Portugal

Como exigente que é em humidade atmosférica, vegeta bem nas zonas fitoclimáticas junto ao mar, de influência atlântica, ou seja, numa faixa litoral que se estende do Minho à Península de Setúbal, para além do distrito de Viseu e parte da Beira Baixa voltada a Ocidente e, em menor quantidade, ao sul do Sado. Julga-se espontâneo nas areias litorais do Norte e Centro. Ocupa, entre nós, mais de 40% da área florestal, ou seja, cerca de 1.300.000 hectares distribuídos por todos os distritos, quer em povoamentos puros, quer em mistos dominantes. Sob o aspecto económico, se bem que não seja possível precisar concretamente, julga-se que o termo de explorabilidade financeira do pinhal bravo se situa entre os 35 e 45 anos, sendo neste intervalo que mais convém cortar, para se obter a máxima valorização do solo. Todavia, quando se trata de material que interesse transacionar para fins específicos como, por exemplo, pasta celulósica se, porventura, a sua colocação e preço o justificar pode-se, então, cortar mais cedo (cerca dos 30 anos). Mas, duma maneira geral, admite-se para as regiões do litoral, ao norte do Tejo, entre os 35 e 45 anos, com uma produção (produto principal) da ordem dos 5 m3=ha/ano; para as regiões do litoral, ao sul do Tejo, com produções médias de 4 m3=ha/ano; e finalmente para a zona de transição entre aquelas duas regiões, aos 30 anos, produtos de 1ª e 2ª classe, respectivamente, 6 m3/ha/ano e 4,8 m3/ha/ano e, aos 35 anos, 3,7 m3/ha/ano, se de 3ª classe. Concluindo, temos não ser possível afirmar ‘à priori’, os resultados económicos relacionados com a cultura do pinhal bravo, na medida em que eles dependem de factores vários como sejam, entre outros, o preço de venda do produto, o nível de produção, e as técnicas de instalação e cultural adoptados.

A.Ribeiro (2003)
Quinta do Prazo-Campizes

Bibliografia

  • FRANCISCO CALDEIRA CABRAL – GONÇALO RIBEIRO TELLES (1999). A Árvore em Portugal. Assírio & Alvim
  • FÁTIMA ROCHA (DGPC - PPA), (1996). Nomes Vulgares de Plantas Existentes em Portugal. Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
  • BERNARD FISCHESSER (1981). Conhecer as Árvores. Publicações Europa-América
  • GINES LOPEZ GONZALEZ(Del Jardin Botánico.CSIC)(1982). La Guia de Incafo de Los Arboles y Arbustos de La Peninsula Iberica
  • MÁRIO A. SILVEIRA DA COSTA (1995). Pinheiro Bravo e Pinheiro Manso. Litexa Editora,Lda.

CARVALHO-AMERICANO (Quercus rubra Linnaeus)

Descrição

O Carvalho-americano, pertence à família das Fagáceas, género Quercus, de nome científico Quercus Rubra, árvore de grande porte, pode atingir os 50 metros de altura, é originária do Centro e Este dos Estados Unidos da América, de ramificação pouco densa mas poderosa, folhas elípticas verde-escuro, ovadas e obovadas, finamente dentadas com 7 a 11 lobos triângulares e 20cm de comprimento por 15cm de largura, o fuste é relativamente direito e a casca de um cinzento-claro mantêm-se lisa durante muito tempo.

A floração é nos finais da Primavera, com amentilhos amarelo-acastanhados, e produz volumosas bolotas globulosas de maturação bienal.

Condições Ecológicas

O Carvalho-americano é uma árvore de essência de meia luz, aprecia solos com humidade, siliciosos, xistosos e argilosos de pH ácido, com teor médio de húmus, não suporta os calcários activos.

É muito plástico de exigências modestas, suporta bem o frio, mal a seca.

Curiosidades e Utilizações

Introduzido em 1724 por causa do seu crescimento rápido, é cultivado pela madeira (de boa qualidade), pelo abrigo que proporciona em parques e beiras de estrada e, pelo valor ornamental, já que as suas folhas apresentam uma côr deslumbrante de vermelho-escarlate, no Outono, antes de caírem. É resistente à poluição urbana.  

A.Ribeiro (2004)

Bibliografia

  • FÁTIMA ROCHA (DGPC - PPA), (1996). Nomes Vulgares de Plantas Existentes em Portugal. Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
  • BERNARD FISCHESSER (1981). Conhecer as Árvores. Publicações Europa-América
  • GINES LOPEZ GONZALEZ(Del Jardin Botánico.CSIC)(1982). La Guia de Incafo de Los Arboles y Arbustos de La Peninsula Iberica

 


 

Ginkgo (Ginkgo biloba Linnaeus)

Introdução

Pertencente à Família das Ginkgoaceae é a única representante actualmente viva, a Ginkgo biloba L. é uma planta miraculosamente preservada que constitui um exemplo, já clássico, dos denominados “fósseis vivos”; um fóssil que, apesar de tudo, goza de excelente saúde, pois hoje em dia é fácil encontrá-lo em parques e jardins. Foi uma importante espécie florestal durante a Era Mesozóica e os seus tenros rebentos foram sem dúvida o pasto preferido de alguns dos grandes dinossauros herbívoros. Ao finalizar o período cretáceo, há 65 milhões de anos, desapareceu quase por completo, conjuntamente com os grandes sáurios e grupos importantes de Gimnospérmicas. Entretanto, durante grande parte do terciário, logrou expandir-se por quase todo o hemisfério boreal uma espécie muito idêntica com a actual ginkgo, a G. adiantoides Ung.. Considerada por muitos como o seu antepassado mais próximo; no entanto, não conseguiu suportar as alterações climáticas provocadas pelas grandes alterações geológicas da Terra, acabando por sucumbir ao avanço dos gelos.

Plantas lenhosas, de porte arbóreo, com a casca aprovisionada de cavidades secretoras.

Descrição

O ginkgo é uma árvore de folha caduca e porte elegante que pode alcançar os 30 ou 40 metros de altura, com copa cónica ou piramidal nos exemplares mais jovens tornando-se, com a idade, mais redonda e abobadada. Tronco direito, robusto, de até 3 – 4metros de circunferência, casca delgada de cor cinza pardo que se fende tornando-se rugosa com os anos; de ramificação aberta, com ramos erguidos, mais ou menos direitos. Folhas agrupadas nas terminações com rebentos laterais curtos e grossos (braquiblastos) recobertos de cicatrizes de antigas folhas que por vezes se alongam transformando-se em ramos normais; estão protegidas por brácteas de cor parda que se tornam verdes no interior e passam  imperceptivelmente a folhas; estas são muito  características em forma de leque, com um comprido pecíolo, nervura bifurcada, ligeiramente carnudas, irregularmente recortadas na terminação.

Condições Ecológicas e Distribuição

Cultivado em parques, jardins e passeios. Adapta-se a todo o tipo de solos embora prefira os soltos, secos e profundos; é muito resistente ao frio às geadas fortes e à poluição atmosférica. Floresce na Primavera, ao mesmo tempo que aparecem as folhas (Abril), as sementes amadurecem em Setembro/Outubro.

Habita na China e no Japão, em que se cultiva desde tempos imemoriais e a que se deve provavelmente a sua sobrevivência.

Curiosidades e Utilizações

O nome do género é proveniente do japonês Ging-Kyo ou Ginkgo, nome vernáculo que parece significar uma árvore sem folhas no Inverno. Foi “descoberto” pelos europeus, no Japão, pelo ano de 1690 e descrito pela primeira vez por Kaempfer; a sua introdução na Europa (Holanda) data de princípios do século XVIII. Linneo adoptou o seu nome japonês como científico e juntou biloba pela tendência que têm as suas folhas em dividirem-se em dois lóbulos. Cultivado nos cemitérios e templos na China e Japão, onde era considerada uma árvore sagrada, é possível encontrar árvores com vários milénios de idade e perímetros que chegam aos 13 metros. A madeira é de grão fino, de boa qualidade, dura, sem resina; emprega-se no Japão para embutidos. A sua principal utilização é como árvore ornamental já que se torna deslumbrante no Outono com a cor amarela-dourado das folhas.

António Ribeiro (2016) - Quinta do Prazo-Campizes - www.quintadoprazo.pt

 

Bibliografia

Gines Lopes Gonzalez (1982). La Guia de Incafo de Los Arboles e Arbustos de La Peninsula Iberica. Incafo, S.L.

 

HORÁRIO: manhã das 9H00 às 12H00 à tarde das 15H00 às 20H00; FECHADOS às Quintas-feiras e Domingos

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