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QUINTA DO PRAZO
VIVEIROS FLORESTAIS, Lda.
Atalhos:
-SISTEMA QUICK TRAY DE TRANSPORTE DE TABULEIROS
-SUGESTÕES
-LINKS ÚTEIS
-TEXTOS
INFORMAÇÕES
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As plantas florestais estão disponíveis em tabuleiros de
15, 40, 48 ou 56 alvéolos, rígidos, de polietileno negro
com torrão de 120, 150, 200, 300 ou 400cc.
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Medidas exteriores dos tabuleiros de 150cc.: 43x30x10cm
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TABELA DE CÁLCULO
DO NÚMERO DE PLANTAS POR HECTARE (10.000m²)
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DISTÂNCIA DAS PLANTAS NA LINHA |
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ENTRE
LINHAS |
1m |
1,15 |
1,30 |
1,50 |
1,75 |
2,00 |
2,25 |
2,50 |
2,75 |
3,00 |
3,50 |
4,00 |
|
2 m |
5000 |
4347 |
3846 |
3333 |
2857 |
2500 |
2222 |
2000 |
1818 |
1666 |
1428 |
1250 |
|
2,25 |
4444 |
3864 |
3218 |
2962 |
2539 |
2222 |
1975 |
1777 |
1616 |
1481 |
1269 |
1111 |
|
2,50 |
4000 |
3478 |
3076 |
2666 |
2285 |
2000 |
1777 |
1600 |
1454 |
1212 |
1142 |
1000 |
|
3,00 |
3333 |
2898 |
2564 |
2222 |
1904 |
1666 |
1481 |
1333 |
1212 |
1111 |
952 |
833 |
|
3,50 |
2857 |
2481 |
2198 |
1904 |
1631 |
1428 |
1269 |
1152 |
1038 |
952 |
816 |
714 |
|
4,00 |
2500 |
2174 |
1923 |
1666 |
1429 |
1250 |
1111 |
1000 |
909 |
833 |
714 |
625 |
|
4,50 |
2222 |
1931 |
1709 |
1481 |
1269 |
1111 |
987 |
888 |
808 |
740 |
634 |
555 |
|
5,00 |
2000 |
1739 |
1538 |
1333 |
1143 |
1000 |
889 |
800 |
727 |
666 |
571 |
500 |
|
5,50 |
1818 |
1580 |
1399 |
1212 |
1038 |
909 |
808 |
727 |
661 |
606 |
518 |
454 |
|
6,00 |
1667 |
1449 |
1282 |
1111 |
952 |
833 |
741 |
666 |
606 |
555 |
476 |
416 |
|
6,50 |
1538 |
1337 |
1183 |
1025 |
879 |
769 |
684 |
615 |
559 |
512 |
439 |
384 |
|
7,00 |
1429 |
1242 |
1099 |
952 |
816 |
714 |
635 |
571 |
519 |
476 |
408 |
357 |
Este sistema
permite-lhe total liberdade de montagem e desmontagem com toda a
facilidade.
Cada unidade suporta até 6 tabuleiros de 48
alvéolos (288 plantas) e pesa sómente 10Kgs. (vazio)
Pode efectuar cargas até
6 vezes o lastro da sua viatura.
Útil, prático e bonito, até como expositor.
(para utilização pelos
clientes como retornável ou não)









- Se comprou as plantas
e vai plantá-las até ao fim do dia seguinte, não
tem cuidados de maior.
- Se tem de as 'manter' por alguns dias, procure as
condições do viveiro (regas, bancadas, etc.); NUNCA
GUARDE as plantas em vaso ou tabuleiro em SÍTIOS FECHADOS,
caves ou garagens.
- Na plantação, encharque bem as plantas antes de plantar.
- Adube se necessário (procure adubos específicos
com composição ternária e alto teor de fósforo, de libertação
lenta e controlada).
- 'Aconchegue' bem a terra à volta e por cima do torrão,
'calque' e regue se lhe parecer necessário.
LINKS ÚTEIS
TEXTOS
EUCALIPTO (EUCALYPTUS GLOBULUS LABILL)
DESCRIÇÃO
Árvore de grande porte que alcança e supera os 40 a 50
metros de altura.
O tronco (fuste), muito largo e com tendência a torsão
espiral, está coberto de casca acizentada ou castanho-acizentada que se
desprende em faixas/tiras longitudinais, que duram algum tempo coladas ao tronco.
Os rebentos novos, que nascem da cepa, são quadrangulares, angulosos, cobertos
por uma cêra esbranquiçada que fàcilmente se desprende ao contacto, e que
também se encontra nas folhas; as quais são opostas de contorno ovalado,
largas e redondas na base; observando as folhas em contra-luz, podemos apreciar
as ‘micro-glândulas’ com a essência típica das Mirtáceas. As folhas
adultas que encontramos nas ramagens são compridas, mas pouco largas, curvadas,
coreáceas e inteiras (assim como as juvenis, possuem ‘micro-glândulas’
translúcidas), são largamente pecioladas, um pé de mais de 1cm, e pendem
verticalmente. O fruto (cápsula) mede de 10 a 15mm, coberto com um disco. É a
nossa quarta espécie em área ocupada, mas a segunda maior produtora de madeira
do País, a seguir ao pinheiro bravo (Pinus Pinaster). A madeira é
pesada, compacta e bastante resistente, mas tem tendência para fender e empenar
durante a secagem, o que limita muito os seus aproveitamentos; quase 90% da
produção é destinada à indústria de celulose, para a qual constitui uma
matéria prima de boa qualidade.
Como a floração se dá durante o Inverno e as flores são
visitadas pelas abelhas, os eucaliptais podem ter interesse para a produção de
mel, permitindo a primeira extracção do ano bastante cedo.
ÁREA DE IMPLANTAÇÃO – HABITAT
O género Eucalyptus é originário, fundamentalmente,
da Tasmânia e Austrália, onde existem mais de 400 espécies. Em Portugal
existe pelo menos há 150 anos, num número reduzido de espécies, tendo sido
introduzido para a produção de madeira e para o enxugo de pântanos; distribui-se
sobretudo pelas regiões de baixa altitude, geralmente não muito afastadas do
litoral.
É intolerante ao ensombramento e prefere os climas
temperados e húmidos, nem muito frios no Inverno, nem excessivamente secos no
Verão; não é muito exigente quanto ao solo e suporta bem o encharcamento, mas
em regra dá-se mal nos calcários; resiste pouco ao vento.
OBSERVAÇÕES
As folhas de eucalipto glóbulo têm propriedades balsâmicas
e antisépticas, que se devem aos principais óleos essênciais (cineol e
eucaliptol), empregues como paliativos e largamente utilizados pela medicina sob
os mais diversos formatos. Utiliza-se contra as bronquites e catarros sob a
forma de infusões e inalações; não nos esqueçamos também que os principais
sanatórios estão ou estavam inseridos em áreas de eucaliptal.
A.Ribeiro (2003)
Quinta do Prazo-Campizes
Bibliografia
BERNARD FISCHESSER (1981). Conhecer as Árvores.
Publicações Europa-América
GINES LOPEZ GONZALEZ(Del Jardin Botánico.CSIC)(1982). La
Guia de Incafo de Los Arboles y Arbustos de La Peninsula Iberica
ANTÓNIO MANUEL D. FABIÃO (1987). Árvores e Florestas.
Publicações Europa-América
MARIANO FEIO (1989). A Reconversão da Agricultura e a
Problemática do Eucalipto. Associação Central de Agricultura Portuguesa -
Lisboa

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PINHEIRO RADIATA, ou DE MONTEREY (Pinus radiata
D.Don.)
-
-
DESCRIÇÃO
-
Árvore de porte moderadamente elevado (até 40
metros de altura), de tronco grosso e direito revestido por uma casca
castanho-escura, espessa e profundamente fendida; a copa é cónica
muito irregular, com tendência para se tornar ampla e rasa com a
idade; as agulhas são longas (10 a 15 centímetros), finas e
fléxiveis, verde-vivas e brilhantes, reunidas às três em cada
fascículo (por vezes, em grupos de cinco, ou mesmo mais); as pinhas
são grandes (7 a 14 centímetros) e quase sempre mais bojudas de um
lado, oblongas, castanhas na maturação e com escudos muito
proeminentes e providos de mucrão. Espécie de crescimento muito
rápido, pode atingir em solos adequados, crescença de 1,2 a 2,4
metros por ano; com 15 anos, pode atingir diâmetros de 24
centímetros e 16 metros de altura; aos 20 anos, 30 centímetros de
diâmetro e 20 metros de altura.
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ORIGEM E EXPANSÃO
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É uma espécie proveniente da península de
Monterey, na Califórnia (EUA), foi introduzida em Portugal, cuja
área já ultrapassou os 2.000 hectares (e noutras regiões do globo,
designadamente países como a Nova Zelândia, Chile, Austrália,
Espanha e África do Sul) como produtora de madeira de rápido
crescimento. O rendimento é mais elevado, cerca de 45 a 48%, do que a
maior parte das outras resinosas.
-
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ÁREA DE IMPLANTAÇÃO EM PORTUGAL
-
São necessárias várias condições para que o
pinus
radiata vegete em boas condições:
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- Distribuição estacional das chuvas – só prospera com êxito
em áreas com chuvas de Inverno. Só excepcionalmente prospera em
sítios com chuvas uniformemente distribuídas.
- Déficit hídrico – requer uma estação seca de Verão com
uma deficiência de água mais ou menos prolongada. O déficit
hídrico pode chegar aos 285mm.
- Ciclo térmico – necessita de Verões frescos e Invernos
relativamente temperados. Evapotranspiração potencial do mês
mais quente até 110mm e do mês mais frio com um mínimo de 21mm.
- Eficiência térmica – a evapotranspiração potencial anual
deve estar compreendida entre 682mm e 775mm, características de
regiões de clima mesotérmico.
-
Renato Nivaldo Costa refere: "a espécie deve
encontrar condições favoráveis à sua instalação na zona litoral
ao norte do Tejo, as quais, é de admitir se atenuem com a
aproximação de Lisboa, em consequência do levado déficit hídrico
da estação seca, que ultrapassa em 56mm aquele da área de Monterey.
Este aspecto é ainda agravado pelo facto do valor médio anual da
humidade relativa média do ar ser, para os meses de deficiência de
água (Julho a Outubro) para Lisboa 61,2% sendo para S.Francisco (EUA)
de 73% o valor correspondente".
Dever-se-à implantar o pinus radiata na
faixa litoral norte e centro e, evitar os terrenos esqueléticos,
altos e de ventos fortes.
CONSEQUÊNCIAS ECOLÓGICAS
O pinhal não é só uma fonte de bens materiais
para a sociedade dos nossos dias. Forma um coberto vegetal, protegendo
os solos da erosão hídrica (chuvas) e eólica (ventos). Evita ou
atenua o regime torrencial dos nossos rios no Inverno. Facilita a
infiltração da água até ás toalhas freáticas. Através do seu
raizame penetrante é um melhorador do próprio solo. A queda das
folhas enriquece o solo em matéria orgânica.
Ao mesmo tempo, o pinhal é um renovador do ar,
fixa o anidrido carbónico e liberta oxigénio. Torna o clima mais
suave com menores amplitudes térmicas e chuvas mais frequentes.
Constitui também um local de abrigo e refúgio
para a caça.
A.Ribeiro (2003)
Quinta do Prazo-Campizes
Bibliografia
BERNARD FISCHESSER (1981). Conhecer as Árvores.
Publicações Europa-América
GINES LOPEZ GONZALEZ(Del Jardin
Botánico.CSIC)(1982). La Guia de Incafo de Los Arboles y Arbustos de
La Peninsula Iberica
CÉSAR DE CHINA E PEREIRA (Coimbra, 23-29 Março
1980). Congresso 80 (Ordem dos Engenheiros), tema 7, comunicação 9
– "Razões para o fomento do Pinus Radiata"
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PINHEIRO BRAVO
(Pinus pinaster Sol. in Aiton)
Descrição
Árvore de porte piramidal em plantas jovens, com copa
arredondada, guarda-sol ou irregular nas árvores de mais idade, por
vezes desproporcionada com o tronco; alcança os 20 ou 30 metros de
altura no máximo, embora que em solos bons e profundos pode chegar
aos 40. Tronco grosso, direito, com casca áspera, profundamente
esquartejada, de grande espessura, de côr vermelho-pardo, que toma
uma tonalidade muito escura em contacto com o ar. Rama em arco-erguido
ou quase horizontal, disposta em rebentos mais ou menos regulares.
Ramos com numerosas folhas aciculares e rectas, de 10 a 27 cm. de
comprimento, por 2/ 2,5mm. de largura, planas ou caneladas na face
superior, de côr verde-escura, rígidas e pungentes; agrupadas aos
pares na áxila de uma folha rudimentar escamosa, sobre um
diminuto talo provido de uma membrana que as abraça na base, por
isso quando caíem, ao segundo ou terceiro ano da sua formação,
fazem-no em conjunto com o talo e baínha de base. Os cones masculinos
e femininos nascem na mesma planta. Os primeiros lateralmente nas
terminações dos ramos, agrupados em número variável, com forma
largamente oval; medem de 1 a 3 cm. de comprimento e de côr amarela
ou vermelho-pardo; escamas arredondadas, cada uma com bolsas de pólen
na face inferior. Cones femininos solitários ou mais frequentemente
verticilados, ovais, de côr vermelho-pardo. Pinhas
ovaladas-cónicas, de 8 a 22 cm., quase assentes na rama, com escamas
providas no dorso de um escudete piramidal rômbico, muito proeminente
e aguçado; cada uma porta dois pinhões de 6 a 8 mm., com grande
asa.
Na Primavera, de Abril a Maio, as pinhas ficam maduras
no final do Verão ou Outono do segundo ano; no entanto, os pinhões
são disseminados até ao terceiro ano, na Primavera e Verão.
Frutifica aos 15 anos, mas somente deve aproveitar-se as sementes dos
indivíduos com idade superior a 25 anos (sementões). A longevidade
não vai além de 150 a 200 anos. Entra na caducidade, normalmente, a
partir dos 80 a 90 anos; e, mais cedo, em locais onde as condições
sejam mais desfavoráveis. Sistema radicular aprumado, com raíz
mestra vertical, forte e profundante, na qual nascem outras
secundárias horizontais, onde têm origem raízes verticais
terciárias e assim sucessivamente. Este sistema radicular fixa a
planta à terra, desde que o solo seja suficientemente profundo e não
tenha excessiva humidade, caso em que as raízes tendem a desenvolver-se
expandindo-se na camada superficial. Esta particularidade, permite
tirar vantagens dos solos que, pela ausência de água e penúria,
não permitiriam o bom desenvolvimento de grande parte das outras
espécies. Eis, pois, a razão pela qual o pinheiro bravo está
indicado para a fixação de dunas, terrenos de encosta e solos
siliciosos.
Condições Ecológicas
Para formar economicamente uma mata de pinheiros é
necessário conhecer, em primeiro lugar, a natureza do solo uma vez
que é, talvez, o factor mais importante. Por isso, o terreno deve ser
analisado sob os pontos de vista físico, químico e biológico, antes
de se proceder à plantação, para se saber se contém elementos
nutritivos necessários ao crescimento das árvores durante algumas
dezenas de anos. De igual modo, as exigências climáticas têm
grande influência sobre o desenvolvimento das matas florestais, na
medida em que um bom clima proporciona bons rendimentos e constitui
uma condição essencial para todo o planeamento e para a economia do
arvoredo.
Espécie calcífuga. Vegeta bem nos solos arenosos,
siliciosos ou de quartzo (areias) profundos, e , até, em terrenos
calcários desprovidos de cálcio assimilável, não tolerando os
compactos e húmidos e aqueles em que a toalha freática se encontra
à superfície. Contudo, nos solos de textura ligeira com fraca
capacidade de retenção de água, em especial, nas regiões com fraca
pluviosidade, o seu desenvolvimento está condicionado à existência
de um lençol freático ou de uma camada permeável a profundidade
conveniente. Torna-se necessário, porém, em terrenos desta natureza,
que haja uma determinada quantidade de matéria orgânica para que as
condições sejam aceitáveis. Em oposição, uma "podzolização"
avançada (solo superficial pobre, ácido, esgotado e de côr cinzenta),
com acumulação de "surraipa" (camada
dura formada pelos minerais arrastados pela água que se infiltra e se
deposita no subsolo
que contribui para dificultar a drenagem e aumentar o encharcamento do
solo) na zona de expansão do sistema radicular é declaradamente
nocivo ao pinheiro, afectando bastante o vigor vegetativo e o
crescimento. Quando esta ameaça existe, o que se constata nos solos
permeáveis, a solução mais prática será, para atenuar este mal, a
associação com folhosas. As dunas litorais, os terrenos pedregosos e
secos, as charnecas arenosas, as encostas e as regiões montanhosas de
menor altitude são os mais indicados para o pinheiro bravo,
que deles tira o maior proveito, para além de melhorar acentuadamente
as terras tornando-as, mais tarde, capazes de receber outras espécies
mais ricas. Em suma, devido às suas fracas exigências, trata-se de
uma essência de muito interesse no aproveitamento de solos pobres e
secos de difícil e precária utilização que, infelizmente, entre
nós, atinge cerca de 70% do nosso território continental. É uma
espécie de luz (heliófila). Vai desde o litoral até à cota de 1500
metros em locais abrigados. Prefere regiões caracterizadas por quedas
pluviométricas anuais que não ultrapasse os 800 mm. podendo, no
entanto, adaptar-se em zonas de 500 a 600 mm., com humidade
atmosférica elevada, mesmo que haja seca estival prolongada. Por esse
facto, não se afasta do litoral mas pode, penetrar nas regiões do
interior, se as condições forem favoráveis, o que sucede nas
vertentes e vales abertos voltados à influência oceânica, motivo
porque é também conhecida por pinheiro marítimo. Resiste
satisfatoriamente ao calor, secura atmosférica e salinidade. Teme as
geadas muito fortes e suporta mal a acção mecânica da neve. Pode
suportar temperaturas até 20ºC negativos.
Distribuição em Portugal
Como exigente que é em humidade atmosférica, vegeta
bem nas zonas fitoclimáticas junto ao mar, de influência atlântica,
ou seja, numa faixa litoral que se estende do Minho à Península de
Setúbal, para além do distrito de Viseu e parte da Beira Baixa
voltada a Ocidente e, em menor quantidade, ao sul do Sado. Julga-se
espontâneo nas areias litorais do Norte e Centro. Ocupa, entre nós,
mais de 40% da área florestal, ou seja, cerca de 1.300.000
hectares distribuídos por todos os distritos, quer em povoamentos
puros, quer em mistos dominantes. Sob o aspecto económico, se bem que
não seja possível precisar concretamente, julga-se que o termo de
explorabilidade financeira do pinhal bravo se situa entre os 35
e 45 anos, sendo neste intervalo que mais convém cortar, para se
obter a máxima valorização do solo. Todavia, quando se trata de
material que interesse transacionar para fins específicos como, por
exemplo, pasta celulósica se, porventura,
a sua colocação e preço o justificar pode-se, então, cortar mais
cedo (cerca
dos 30 anos). Mas, duma maneira geral, admite-se para as regiões
do litoral, ao norte do Tejo, entre os 35 e 45 anos, com uma
produção (produto principal) da ordem dos 5 m3=ha/ano; para as regiões
do litoral, ao sul do Tejo, com produções médias de 4 m3=ha/ano;
e finalmente para a zona de transição entre aquelas duas
regiões, aos 30 anos, produtos de 1ª e 2ª classe, respectivamente,
6 m3/ha/ano e 4,8 m3/ha/ano e, aos 35 anos, 3,7 m3/ha/ano, se de 3ª
classe. Concluindo, temos não ser possível afirmar ‘à priori’,
os resultados económicos relacionados com a cultura do pinhal
bravo, na medida em que eles dependem de factores vários como
sejam, entre outros, o preço de venda do produto, o nível de
produção, e as técnicas de instalação e cultural adoptados.
A.Ribeiro (2003)
Quinta do Prazo-Campizes
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Bibliografia
FRANCISCO CALDEIRA CABRAL – GONÇALO RIBEIRO TELLES
(1999). A Árvore em Portugal. Assírio & Alvim
FÁTIMA ROCHA (DGPC - PPA), (1996). Nomes Vulgares
de Plantas Existentes em Portugal. Ministério da Agricultura, do
Desenvolvimento Rural e das Pescas
BERNARD FISCHESSER (1981). Conhecer as Árvores.
Publicações Europa-América
GINES LOPEZ GONZALEZ(Del Jardin Botánico.CSIC)(1982).
La Guia de Incafo de Los Arboles y Arbustos de La Peninsula Iberica
MÁRIO A. SILVEIRA DA COSTA (1995). Pinheiro Bravo
e Pinheiro Manso. Litexa Editora,Lda.

CARVALHO-AMERICANO(Quercus rubra Linnaeus)
Descrição
O Carvalho-americano, pertence à família das
Fagáceas, género Quercus, de nome científico Quercus Rubra,
árvore de grande porte, pode atingir os 50 metros de altura, é
originária do Centro e Este dos Estados Unidos da América, de
ramificação pouco densa mas poderosa, folhas elípticas verde-escuro,
ovadas e obovadas, finamente dentadas com 7 a 11 lobos triângulares e
20cm de comprimento por 15cm de largura, o fuste é relativamente direito
e a casca de um cinzento-claro mantêm-se lisa durante muito tempo.
A floração é nos finais da Primavera, com
amentilhos amarelo-acastanhados, e produz volumosas bolotas globulosas
de maturação bienal.
Condições Ecológicas
O Carvalho-vermelho-americano é uma árvore de
essência de meia luz, aprecia solos com humidade, siliciosos, xistosos e
argilosos de pH ácido, com teor médio de húmus, não suporta os calcários
activos.
É muito plástico de exigências modestas, suporta
bem o frio, mal a seca.
Curiosidades e Utilizações
Introduzido em 1724 por causa do seu crescimento
rápido, é cultivado pela madeira (de boa qualidade), pelo abrigo que
proporciona em parques e beiras de estrada e, pelo valor ornamental, já
que as suas folhas apresentam uma côr deslumbrante de vermelho-escarlate,
no Outono, antes de caírem. É resistente à poluição urbana.
A.Ribeiro (2004)
Bibliografia
FÁTIMA ROCHA (DGPC - PPA), (1996). Nomes Vulgares
de Plantas Existentes em Portugal. Ministério da Agricultura, do
Desenvolvimento Rural e das Pescas
BERNARD FISCHESSER (1981). Conhecer as Árvores.
Publicações Europa-América
GINES LOPEZ GONZALEZ(Del Jardin Botánico.CSIC)(1982).
La Guia de Incafo de Los Arboles y Arbustos de La Peninsula Iberica
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